Blogueira Baiana, apaixonada pelo mundo, louca por viagens e amante da fotografia!

Se a canoa não virar, olê olê olá, eu chego em... SANTORINI!

No primeiro post da série "cruzeiro" falei sobre a cabine: "consegui uma 'excelente' (artigos mais adiante vocês entenderão o porque das aspas) cabine". Eis que é chegada a hora.

A cabine seria excelente se: ela não estivesse bem na frente do navio, se ela não tivesse janela, se... se... se. Tive a "sorte" de cruzar o mar com um terrível maestrale (como eles chamam por aqui) que chaqualhou o navio até não poder mais. Eu estando na frente me senti a noite inteira como em uma montanha russa, sobe e desce, sobe e desce. A água batia na minha janela no momento em que o navio descia de vez e batia na água, e o barulho vocês não fazem idéia.
Nesta hora eu pensei: malditos todos aqueles que fizeram brincadeiras quando eu disse que viajaria de Costa. E imaginei o Jornal Nacional dando o número de Brasileiros mortos no acidente. Só na minha mesa éramos 5, mais 3 cantores que conheci, mais 2 garçons, e por aí vai... 
Durante esta noite vi o show da JLo duas vezes, balancei, assisti um filme das antigas, balancei, vi toda a programação do navio, balancei, olhava a cada minuto para o relógio na esperança de que o tempo passasse logo e eu conseguisse chegar à terra firme, balancei de novo e então amanheci com uma cara que vocês podem imaginar.

Às 8:00hs da manhã, graças à Deus, ancoramos. Pois é meu povo, ainda tinha isso, o navio ficou lá no meio do mar ainda, só no balanço. A galera tava tomando comprimidinho para fazer a travessia de 10 minutos até terra firme, pense aí no tamanho do problema! Eu estava na dúvida: ir ou não (medo da zorra). Mas aí pensei: se eu ficar vou balançar o dia inteiro, sofri pra caramba essa noite e não vou ver a tão famosa Santorini? E se eu for vou sofrer 10 minutos indo, 10 minutos voltando e conhecerei este lugar. Decidido: vamo simbora!

Quase dei meia volta quando entrei no barquinho q levava pra Ilha, rapaz o bicho jogava a galera prum lado e pro outro sem dó nem piedade. Foca no horizonte, chama por Deus e rema! E cadê o horizonteeeeeee???????????????

Dramas à parte, eu pisei no chão firme, na terrinha paradinha, oh alívio! E, nada como criar coragem e superar alguns medos. O lugar é incrivelmente lindo!

Na chegada a primeira surpresa: a estação dos burricos (ou como a gente fala lá em Tanquinho, dos jegues). Não sabendo da dificuldade do trajeto e não tendo muito tempo preferi não arriscar e fui mesmo de bondinho lá pra cima.

Sentei-me logo em um restaurante para acabar com o mal de mar que eu estava sofrendo, me deliciei com uma saladinha de caranguejo fantástica! E depois fui bater perna, explorar os cantinhos desta ilha chamada de Tira localizada ao Sul do Mar Egeu. O arquipélago de Santorini é o que restou após uma das maiores erupções da humanidade, a erupção minoica.

Acho que todos nós já temos Santorini no nosso imaginário: aquelas casinhas brancas debruçadas sobre o mar, contrastando a sua cor com o azul profundo que o Egeu oferece aos nossos olhos. Passear pelas suas ruelas admirando as piscinas com horizonte infinito que praticamente nos permite debruçar-nos sobre o mar é sensacional.

Infelizmente as viagens de navio não nos permitem conhecer à fundo os lugares por onde passamos, mas com toda certeza são uma boa opção para nos fazer criar uma listas de locais aos quais deveríamos retornar. E Santorini, sem sombra de dúvidas, é um deles!








Katakolon / Olímpia - Grécia

Após ter partido de Bari às 18:00hs com a Costa Fascinosa, cheia de expectativas, navegamos tranquilamente durante a noite e atracamos ao Porto de Katakolon por volta do meio dia. Teríamos 5 horas para descer, visitar e reembarcar. 


O QUE VER?
  • Olímpia: Sítio Arqueológico e Museus;
  • Vila de Katakolon: lojas, bares e restaurantes,
  • Praia.
A Costa oferecia excursões a partir de EU 59,00 por adulto. Eu disse A PARTIR... Eu paguei EU 14,00 no ônibus que saía do porto até a entrada do Museu e Sítio Arqueológicos de Olímpia (ida e volta), e EU 6,00 para entrar no local. Logo na saída do porto ainda há locadoras de moto e carros para quem quiser se arriscar pela estrada. Como eu não conhecia o roteiro e não tinha muito tempo preferi não  correr o risco de ficar perdida. Mas percebi em seguida que é muito fácil, dá para seguir a sinalização e chegar sem problemas.

Estejam preparados para o calor. Sítios arqueológicos sabe como são, pedras, areia, pouca sombra e muito chão para caminhar. Sapatos confortáveis fazem toda diferença. Chapéu, roupas frescas e água disponível são fundamentais. Além, claro, de muito protetor solar.


HISTÓRIA:

Olímpia é importantíssima para a história da Grécia, pelo nome vocês já devem imaginar o por quê né? Sim, pelos jogos olímpicos. Eles tiveram origem aqui por volta de 776 a.C e era quando Esparta e Elis faziam um acordo de paz e verdade. Durante os jogos os povos podiam se enfrentar sem armamentos. Ainda hoje a cidade cumpre o seu papel durante o acendimento da tocha a cada 4 anos quando os jogos modernos se realizam.
Cerca de 2 mil anos antes do nascimento de Cristo Olímpia já era habitada, e o seu povo realizava cultos de adoração a Gaia¹.

¹ Gaia era a mãe Terra, com Urano gerou os 12 Titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Téia, Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Tétis e Cronos. Após o nascimento de mais 2 criaturas, Ciclopes e Hecatônquiros, Urano que era capaz de prever o futuro, percebeu o perigo que eles poderiam causar e os aprisionou dentro do útero de Gaia outra vez. A mãe, sem aguentar mais tantas dores, tramou com Cronos, o filho que não gostava muito do jeito do pai, o mal contra Urano.
Cronos conseguiu castrar o seu pai, dividindo assim o céu da terra, e libertou os seus irmãos. Posteriormente percebendo o poder deles resolveu reaprisioná-los.
Quando Cronos se casou com Reia, Urano o disse que um dos seus filhos o destronaria. A partir daí ele começou a devorar todo recém nascido, sem contar com a audácia da sua mãe Gaia, que protegeu um dos nascidos, o qual viria a ser Zeus.


Durante a visitação podemos nos transportar ao passado e imaginar como tudo acontecia. Ver aquelas enormes colunas caídas, apoiadas em outras ainda inteiras, naquele chão batido com milênios de história sobre eles é tão emocionante! 
O lugar é bastante grande e nele há a palestra, a pista de corridas, o templo de Zeus, o stadium e tantos outros pontos importantes para a história da Grécia. A estátua de Zeus que alí estava, com 13 metros e meio, considerada umas das grandes maravilhas do mundo antigo, toda em ouro e marfim, foi destruída durante um incêndio e o templo pereceu durante o terremoto do ano V d.C. Aliás, muito da história Grega, e até mesmo da sua geografia, estão relacionados aos eventos sísmicos e vulcânicos.

Após ter caminhado tanto sob o sol Grego me esbaldei nas raspadinhas (granita) que vendem por aqui, ou melhor, raspadonas. São o dobro do tamanho das que vi pela Italia. E deliciosas igualmente! Caminhei por entre as lojinhas até chegar à praia ao lado do porto, onde me sentei apreciando o movimento do lugar, ao som do grande Gilberto Gil (pois é, na barraca de praia estava tocando forró de Gil) e relaxei!
Passei o resto do tempo que havia entre um mergulho e outro no mar cristalino Ionio até voltar para o navio e seguir atravessando os mares.

Let's cruise baby!

Depois da passagem do furacão Gell (a minha amiga) pela minha turnê Européia (risos), e muita batição de perna, eu ainda tinha dias à disposição mas só queria sombra e água fresca, porque cá pra nós, viajar é ótimo, mas cansaaaa...

Mas como não gosto muito de viajar só para me esticar numa espreguiçadeira e tomar sol o dia inteiro, fui fuçar as opções de destinos que me pudessem oferecer um refrescante banho de mar, uma sentadinha na areia para apreciar um pôr-do-sol, e arte, história, cultura e tudo mais que eu adoro quando viajo, além de lindas imagens.

Onde vocês iriam se buscassem por tudo isso? Eu comecei a revirar meus olhos para o outro lado do Mediterrâneo, sim aquele Oriental, coisas muitos interessantes daquelas bandas me permeiavam os sonhos e então decidi: vou à Grécia!

Ah eu também queria ir à Turquia e à Croácia, mas como fazer tudo isso em 8 dias? Pelo mar querida! Revirei a internet em busca de uma excelente oportunidade, afinal, era alta estação, e eu estava há dias da eventual partida. 
Encontrei um cruzeiro com a MSC interessante, que faria os lugares por onde eu gostaria de passar. Acha vaga, controla o budget, tudo se encaixa, vamos lá comprar. Seria fácil se o operador trabalhasse por mais uma hora do dia. E assim, eis que vejo escorrer pelos meus dedos a oportunidade de navegar.

Mas eu sou insistente, e eu queria mesmo ir, e fui procurar tudo de novo. E... achei!!! Não era o mesmo cruzeiro, consegui uma "excelente" (artigos mais adiante vocês entenderão o porque das aspas) cabine, roteiro dentro da minha previsão (com exceção da Turquia), preço dentro do previsto, datas perfeitas, e sorriso no rosto: comprei o pacote em um site de vendas de cruzeiros, e viajaria com a Costa Cruzeiros.

A fama da Costa não andava tão boa após o acidente que houve com um dos navios da frota na Italia, porém se pensarmos assim não faremos mais nada, não é verdade? Tive praticamente 3 dias para estudar tudo, organizar tudo e viajar!

Este artigo na verdade é uma introdução aos que querem realizar um cruzeiro e não sabem muito bem o que fazer, onde pesquisar, quando viajar, quanto custará...
Eu já tinha feito um cruzeiro pelo litoral Brasileiro com a Royal Caribbean e sabia como funcionava. E uma coisa eu tinha certeza: não estava disposta a pagar caro pela excursões oferecidas pela cia. E foi aí que comecei a pesquisar, e passarei algumas diquinhas ótimas para vocês e que fizeram toda diferença na viagem e no bolso.

Prontos para embarcarem?


COMO CHEGAR EM BARI:

Peguei um trem de Caserta até lá, tranquilo, sem mudanças e barato. Da estação central da cidade até o porto paguei 15 euros ao taxista que me deixou dentro do porto, ao lado de onde fiz o check-in e me informou que o navio da MSC, aquele que eu queria comprar antes, ficou parado um dia sem conseguir chegar ao porto por causa dos ventos fortes e mar agitado. Pensei: ah então tive sorte!l!***

*** aguardem as cenas dos próximos capítulos.

O QUE LEVAR NA MALA:

Além de todos os produtos essenciais para ir à praia, chinelos e bikinis claro, é fundamental levar roupas frescas e confortáveis para as caminhadas apressadas  dos dias, sapatos confortáveis para os possíveis chãos desnivelados, roupas mais elegantes para as refeições dentro do navio, uma em especial para a noite de gala com o comandante, um casaquinho para aguentar o ar condicionado interno, e os normais produtos que sempre levamos conosco em todas as viagens.


COMO PAGAR:

Ao embarcar com a Costa não foi solicitado ainda no porto, como aconteceu com a Royal no Brasil, a caução que nos permite haver o cartão do navio para uso inclusive em pagamentos dentro da embarcação. A bagunça era enorme lá dentro e o tempo de espera longo. 
Ao entrar na cabine e ler os panfletos que foram deixados lá dentro entendi que deveria registrar o cartão de crédito nas máquinas espalhadas pelo navio, e assim poderia usar o meu cartão de acesso ao quarto também como cartão de pagamentos internos. Para quem quiser fazer a caução em dinheiro tem que fazer com antecedência, leiam os detalhes no site da cia.


EXCURSÕES:

As cias oferecem boas opções de passeio porém caras demais, e sabe como é, um guia para muitas pessoas, aquela correria e no final não conseguimos ver nada. Pesquisei muito antes e já sabia exatamente o que fazer em cada lugar (passarei tudo aqui para vocês). Economizei muitoooooo!!!


ALIMENTAÇÃO:

Nos panfletos deixados nas cabines a cada dia constam todas as informações sobre as atividades diárias do navio, dos teatros aos centros de estética, academias e claro, bares e restaurantes. Portanto não tem desculpa para perder alguma refeição ou reclamar de fome, não faltarão opções.


BEBIDAS:

Assim que entrei comprei um pacote de bebidas que me oferecia água e drinks em geral, paguei 79 euros e saí de lá com algumas garrafas de crédito ainda. Vale muito à pena pagar pelo pacote, diminuimos os gastos e temos, a cada vez que pegamos algo, um extrato do nosso crédito.


MEDICAMENTOS:

Para quem sofre de mal de mar, essencial levar comprimidos para náuseas, um para diárreia, e para os ansiosos, remedinhos para ter um sono tranquilo. Tentei comprar algo do tipo dentro do navio e acreditem, me pediram 90 euros só para a consulta médica que liberaria uma receita para eu comprar o tal remédio, resultado, preferi sofrer mesmo!



O porto de embarque escolhido por mim foi o de Bari, pela proximidade e pelo preço. Os pontos de interesse ao redor, para os que embarcam em Venezia e passam por aqui já no clima de visitações são: Alberobello (já falei sobre este lugar aqui no blog), Matera, a própria cidade de Bari, e Ostuni. 
Como embarquei aqui não fiz passeios saindo da cidade, portanto não posso aconselhar sobre o serviço.

Até o próximo porto!

Alberobello - opção de passeio durante a parada de Bari

Hello London!

Aí, depois de ter sofrido um tiquinho lá em Paris, refizemos as malas rumo à terra da Rainha. Desembarcamos em Londres à noite com uma típica chuva de boas vindas, e um breve frescor. Durante a passagem pelo controle policial ainda no Aeroporto, várias foram as perguntas, e eu que estava com medinho do meu inglês não ser suficiente, me saí muito bem. É... porque as pessoas sempre falavam da dificuldade de se entender o Inglês Britânico que eu estava preocupada, mas confesso que para a primeira visita ao País, tudo deu certo!

Do Aeroporto de Lutton pegamos um ônibus para o centro da cidade, o EasyBus. Logo na saída do saguão os balcões podem ser vistos. Pagamos 30 euros (as duas) até a Victoria Station. Os ônibus estão logo na saída do Aeroporto e são encontrados facilmente também. Tudo muito rápido e tranquilo.

Começa-se então a luta com o taxi. Teríamos que pegar um da estação Victoria até o nosso endereço. A chuva se intensificava, já era madrugada, e nós perdidinhas da silva sem saber o que fazer. Se haveria um ponto específico onde eles parariam, qual o lado da rua que terímaos que ficar (mão inglesa  em ação), enfim... Conseguimos parar um que passava, e eis que, de repente, paramos na porta do "black cab", crentes que o motorista desceria, iria abrir a porta e ser gentil colocando as nossas malas dentro do taxi... Nananinanão! O cara simplesmente perguntou: "vão ou não entrar"? Tapa na nossa cara bem bonito.

Já estava tarde né, então ninguém mais tava com forças para dizer nada. Minutos depois chegamos ao nosso "lar". Boris, o nosso queridíssimo anfitrião tadinho, acordado até tarde nos esperando, e foi tão gentil! Casoi, obrigada!! Você foi demais!

Com o mesmo Boris pegamos as dicas fundamentais sobre locomoção, lugares a serem vistos, e coisinhas básicas para turistas de primeira viagem. Fizemos o "Oyster Card" logo de cara, e pense numa maravilha! Facilidade total na locomoção, e tranquilidade em não ter que comprar passagens a cada subida e descida de transportes públicos, além da pequena economia, claro! E aqui os transportes funcionam divinamente bem. Mapinha na mão, uma estudada básica nas linhas e já foi! "Mind the gap" é o que você mais irá ouvir nas estações, portanto, preste atenção aos vãos!

A temperatura era bastante agradável e pudemos desfrutar bem o dia. Shows aconteciam em alguns pontos da cidade, e foi legal ver uma praça repleta de gente assistindo um showzinho de domingo. Continuamos batendo perna sem rumo específico, mas com o intuito de conseguirmos nos localizar e saber mais ou menos como funcionava tudo e onde estava tudo. 
Os parque estavam repletos. Aliás eles são um excelente lugar para se sentir a cidade. Além de lindos! Hyde Park, Saint James, e por aí vai! Tire um dia da sua passagem por Londres para viver esse momento, é agradabilíssimo!

Além deles conseguimos, nos poucos dias de permanência, visitar a London Bridge, mais antiga ponte de pedra da cidade, já citada em ações Romanas na então Londinium.  Quando passamos por ela, já estava decorada com os arcos Olímpicos, bem legal poder ter visitado Londres durante este período.
Vimos ainda o lindo Palácio de Westminster, outro famoso cartão postal Londrino, que sedia o Parlamento Britânico. A sua construção data de 1097 e foi originalmente a residência da realeza. Conta com mais de 1000 aposentos, dentre os quais se destacam a Câmara dos Lordes e a Câmara dos Comuns. Este é, sem dúvida, um dos grandes monumentos da capital, com a sua arquitetura gótica, é fotografado por todos os turistas que por aqui passam.
Do outro lado da ponte pode ser vista a roda gigante mais famosa da cidade, a London Eye, e a vista lá de cima é exuberante! Mesmo aos que tenham medo de altura, pode-se arriscar, é bastante tranquilo, seguro, tem banquinho dentro de cada "gaiola", ar condicionado, e vai bem devagarzinho.

Para os que aqui chegam com tempo disponível, a visita aos museus é praticamente indispensável! Londres conta com vários deles, dos mais variados temas, portanto venha certo de que opções não irão faltar! Natural History, British Museum e Science Museum ocupariam (na minha lista) os primeiros lugares, mas a lista é grande e bem variada, tudo depende de qual seja a sua prioridade. 
Não poderia faltar o Palácio de Buckingham. Quem sabe você não dá de cara com a Rainha por lá... Uma das atrações aqui é a troca da guarda que acontecem em horários diferentes dependendo da época do ano. No verão, ela se dá às 11:30 em dias não chuvosos, hahahaha! Fala aí com São Pedro para ele colaborar.

Para se divertir um pouco, nos despencamos para o Madame Tussauds. Compramos os bilhetes pela internet em conjunto com os do London Eye, desta forma obtivemos um desconto e não precisamos pegar fila para comprá-los quando chegássemos aos locais.
Olhe tenho que dizer, requer paciência alí dentro viu... Quanta gente é aquela? Tem que ter toda uma tática para conseguir umas fotos legais (risos). Mas enfim, para quem quer se divertir, tem que ir preparado. Ahhh!!! E o cinema 4D lá dentro? Maravilhosooooo!! Sentíamos várias coisas de acordo com os efeitos do filme, zunhadas nas costas, água na cara, vento nos cabelos e tremor nos pés, fantástico!

Como eu e a minha companheira de viagem não somos "noturnas" não serei capaz de dar dicas sobre discotecas e afins. Mas acho que estando em Londres, a última coisa que eu queria ver seria uma disco, melhor assitir a um belo musical não? E eles são tantos! Aliás, esta cidade é uma maravilha, tem de tudo e para todos! Eu simplesmente AMEI! Posso ficar de vez? Melhor não né, essa chuvinha todo dia, friozinho que chega no inverno, melhor vir só de vez em quando passear um pouco. Portanto, ponha logo Londres na sua lista dos lugares a serem vistos, JÁ!


O pesadelo em Paris.

E da Alemanha fui em casa, organizei um pouco a vida, refiz as malas e parti rumo à França, mais precisamente Paris (novamente). Dessa vez com a deliciosa companheira de viagem, minha grande amiga Gell. 
Como já estive em Paris e já falei sobre a cidade aqui, não vou entrar em detalhes, passarei direto para o pior dia de viajante que já tive:

Chegando em Paris fomos  parar numa ruela muito esquisita, o local onde teríamos que dormir não era lá essa coisa toda, mas dava pro gasto, afnal retornaríamos alí só para banhos e dormidas. Eu já sabendo como são as coisas por aqui, estava na minha, pensando, "se tá ruim pode piorar, aqui uma vez que pegamos o metrô já tá tudo lindo, e vamo simbora". Minha amiga, marinheira de primeira viagem, ficou com o corpo todo atrás (não só o pé) e decidiu que teríamos que sair dalí.
Fuça daqui e dalí, acha um hotel melhor, numa zona melhor, mas... porém, contudo, todavia, não tinha vaga para a noite atual. Para não arriscar, reservamos as noites seguintes. Depois achamos um que dizia ter disponibilidade. Pega taxi, se despenca com as malas até o futuro hotel e quando chegamos lá... NADA! Estava lotado.
Nisso já eram quase 10 horas da noite. O sujeito nos indicou outro hotel, gente o que eu pensei no início se concretizou: "se tá ruim, pode piorar"!! E como pode!! Fomos parar num muquifo que mais parecia um bordel (se é que não era), tinha luzinha piscando e tudo. Naquela altura ninguém mais tinha coragem de sair pra procurar nada e o jeito meu povo foi escorar a porta com a mesa do quarto, chamar por Deus e esperar amahecer. Sim, porque dormir ninguém era capaz. Passei mal a noite inteira, e o cheiro do lugar ajudava a piorar.

Foi "tão péssimo" que nem lembro o nome daquele antro. Mas enfim, dia seguinte assim que amanheceu, mesmo debaixo de chuva, picamos a mula. Deixamos as malas no hotel que havíamos reservado e fomos direto bater perna, e finalmente nos sentimos em Paris!

Fizemos o abonamento para os meios de transporte, vale muito à pena para quem passa mais de 1 dia. Se viaja tranquilo sem ter que, a cada entrada no metrô, pagar por passagem.  Ah! Esse abonamento não valeu no aeroporto, descemos em Orly, e de lá para chegarmos ao centro tivemos antes que pegar um tram. Tudo bem sinalizado e simples.

Depois de nos esbaldarmos nas compras e batição de perna turistando, merecíamos descanso, e água fresca. Lá fomos nós sentar na Champs para tomar um refresco e encher a barriga. O menu fixado na porta do local dava preços bons dentro do nosso budget, mas... após recebermos a conta percebemos que os preços do lado de fora eram por quantidades, por exemplo: cada 25ml de suco custava tanto. E foi aí que graças ao Mastercard não tivemos que lavar os pratos.

Para nos consolarmos fomos nos recuperar do trauma na Ladurée e mentalizar que daqui a pouco vamos para o Reino Unido, quem sabe por lá as coisas melhoram, não é mesmo?

Sankt Goar - Reno Romântico

Começo este artigo dando uma dica que poderia ter feito toda a diferença no primeiro dia que passei por Sankt Goar:
  • Quem quiser fazer o passeio de barco pelo Reno, chegue cedo! Eu não sabia deste detalhe e dei viagem perdida, porque nas primeiras horas da tarde os barcos não partem mais.
Voltando ao começo... Imaginem um lugar fofíssimo! Pois é, esta cidadezinha é assim. Aquelas casinhas que permeiam a nossa imaginação quando se trata de Alemanha, flores nas sacadas, tetos escuros, paisagens românticas, e não faltou friozinho e chuva.
O passeio pelo Reno Romântico parte de alguns pontos estratégicos como a cidade de Bingen, que por sí só já é um charme. O parque à beira do rio é agradabilíssimo, com uma mesa de xadrez gigante no chão para o deleite dos amantes do jogo. 
O "Reno Romântico" é uma delícia. Parece que nada mudou por alí. Vinhedos debruçam sobre as colinas, que em quase todo cantinho nos presenteia com castelos ou lindas vilas de um lado ou outro do rio, Igrejinhas com torres pontiagudas, curvas que nos surpreendem a cada instante. Tudo isso acompanhado de muitas lendas, como a da sereia Loreley, que com o seu canto atordoava os navegantes e os fazia abandonar o leme e perder o rumo, indo de encontro aos rochedos do rio.
Depois de ter perdido o barco na primeira tentativa, fui conhecer Sankt Goar. Saiu do trem, tem aquela ruela principal, cheia de lojinha e restaurante, que nos leva ou para o rio ou para a praça que nos permite avistar lá no alto o castelo.
Tomei uma sopinha de feijão e carne de porco dos deuses! Ah, e me encantei com a lojinha de relógios, sabe aqueles "cuco", que o passarinho sai e canta, que tem a mocinha balançando na sua gangorra? Um mais lindo que o outro. Os preços não são contidos e não pude trazer um enorme pra casa como eu queria, infelizmente!

Vale à pena ter o bilhete de final de semana para girar todas essas cidadezinhas sem ter que ficar pagando a cada subida nos trens. Ele pode ser feito direto nas máquinas de emissão automática nas estações.
Fotos retiradas da internet.

Worms, o dragão e Siegfried.

Seria impossível falar da cidade de Worms, no interior da Alemanha, sem citar a lenda de Siegfried e o dragão.

Não um Deus ou Semi-Deus, Siegfried era um homem comun, que ao ser banhado pelo sangue do dragão que enfrentou tornou-se "invencível". Não sabia ele que, assim como outros mitos, um ponto fraco havia permanecido: enquanto era banhado pelo sangue do dragão, uma folha cobriu uma parte do seu corpo, a qual seria atingida mais tarde pelo seu assassino Hagan.
Quem quiser saber mais sobre Siegfried, clica aqui!
A cidade é relativamente pequena mas muito charmosa. Como tantas outras no norte da Europa, esta também conserva muito da sua arquitetura, os famosos telhados escuros e pontiagudos Germânicos, ruas limpas e tudo muito organizado. Bicicleta é essencial! Dá para girar a cidade inteira sobre as duas rodas.

Há ruas interessantíssimas no centro, com casas coloridas que contam através as suas fachadas pintadas a história daquela região, a passagem dos Nibelungos por alí, e sobre os personagens da lenda que já citei acima. Um delícia sentar na calçada e ficar admirando os detalhes.
A atmosfera da cidade é bem legal também, há muitos estudantes de várias partes do mundo que escolheram esta cidade como base para as especializações acadêmicas. O difícil no centro foi achar um restaurante que não fosse Italiano, eles invadiram o lugar. 

À beira do rio as pessoas se reunem como se estivessem na praia, até areia tem, sombreiros de palha e bar como as nossas barracas. Festas acontecem por lá nos finais de semana, e a turma jovem comparece em peso.
No coração da cidade está o Dom,  a Catedral de Worms. Linda, imponente, que pode ser avistada de longe. No estilo tardoramânico, a Catedral  possui 3 naves. Sua construção teve início em 1125 e após ter sido bombardeada durante a Guerra só foi finalmente reestruturada em 2002. O interior é muito diferente das Igrejas imponentes da Italia, mas nem por isso menos bonito. Uma parada aqui é fundamental!
Tive a sorte de passar por aqui durante o Espetáculo Medieval da cidade. Gente o que foi aquilo? Muito massa!!!!! Adorei! As pessoas se inscrevem para viverem como na era medieval, sem as facilidades do mundo moderno, e em trajes típicos. E alí permanecem por dias. Parece um filme, mas é real e muito legal!

COMO CHEGAR:
Do Aeroporto de Frankfurt peguei um trem que vai até Mainz, onde fiz uma troca e peguei o segundo que me levaria até Worms. Os bilhetes custaram quase 15,00 Euros.

Usei esta cidade como base para alguns passeios que fiz pelas redondezas. Aguardem!

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